Linha do Tempo
1934

A Universidade de Porto Alegre foi criada pelo Decreto Estadual 5.758 de 28 de novembro de 1934, assinado pelo Interventor Federal no Estado do Rio Grande do Sul, e visava a “dar uma organização uniforme e racional ao ensino superior no Estado, elevar o nível da cultura geral, estimular a investigação científica e concorrer eficientemente para aperfeiçoar a educação do indivíduo e da sociedade”.

A Universidade de Porto Alegre foi, inicialmente, constituída dos seguintes estabelecimentos: Faculdade de Medicina, com as Escolas de Odontologia e Farmácia; Faculdade de Direito, com sua Escola de Comércio; Escola de Engenharia, com os cursos de Veterinária e Agronomia; Instituto de Belas Artes e Faculdade de Educação, Ciências e Letras (a ser criada).

As unidades isoladas Escola de Engenharia, Faculdade de Medicina e Faculdade de Direito, constituem os pilares básicos da Universidade de Porto Alegre que, sob a influência do positivismo imprimiram a identidade diferenciada do ensino superior gaúcho, voltado para a pesquisa científica e técnica.

1936

Instalou-se em 16 de abril de 1936, em sessão presidida pelo reitor Manoel André da Rocha, o primeiro Conselho Universitário.

Composição inicial: Além do Reitor; Luiz Mello Guimarães e José Valentim do Monte, diretor e representante da Congregação da Faculdade de Direito; Luiz Francisco Guerra Blessmann e Martim Gomes, diretor e representante da Congregação da Faculdade de Medicina; Henrique Pereira Netto e Egydio Hervé, diretor e representante da Congregação da Escola de Engenharia; Darcy d’Ávila e Desidério Finamor, diretor e representante da Congregação da Escola de Agronomia e Veterinária; Tasso Corrêa, diretor do Instituto de Belas Artes; Nino Marsiaj, representante dos docentes-livres, e Pery Pinto Diniz, Secretário Geral da Reitoria e do Conselho.

Aprovado pelo Conselho Universitário o Curso de Especialização em Viti-vinicultura a ser ministrado pela Escola de Agronomia e Veterinária com a finalidade de orientar, ampliar ou corrigir a atividade dos viticultores. Segundo recomendação do Conselho, o curso seria o primeiro de uma série de cursos de especialização sobre as culturas mais importantes do Estado.

1937

O Professor Aurélio de Lima Py, nomeado pelo Interventor Federal Gen. Daltro Filho, assumiu a Reitoria em 26 de novembro de 1937 em pleno Estado Novo. Professor da Faculdade de Medicina e Deputado Estadual pelo Partido Republicano Liberal, o reitor Aurélio era perfeitamente integrado à nova administração do Estado e foi responsável pela fase inicial da construção da Universidade de Porto Alegre. Defendia uma maior autonomia e maiores recursos financeiros para a Universidade e lançou a idéia de federalização que só iria se concretizar treze anos depois.

Dentro desses objetivos foram equacionados pelo Reitor e o Conselho Universitário diversos problemas a serem enfrentados:

  • Organização e Instalação da Faculdade de Educação, Ciências e Letras (futura Faculdade de Filosofia);
  • Construção e ampliação de prédios para novos cursos e institutos especializados;
  • Localização da Cidade Universitária;
  • Reformulação do corpo docente, seleção de professores, criação do quadro de assistentes e auxiliares de ensino;
  • Equiparação de vencimentos dos professores e servidores aos padrões federais vigentes na Faculdade de Medicina;
  • Autonomia universitária e aprovação do Estatuto da Universidade de Porto Alegre pelo Governo Federal;
  • Ensino gratuito e assistência às organizações acadêmicas;
  • Construção do Hospital de Clínicas;
  • Reincorporação do Instituto de Belas Artes.
1939

O professor Ary de Abreu Lima, nomeado em maio de 1939 pelo Interventor Federal Cordeiro de Farias, exerceu as funções de Reitor até abril de 1941 quando morreu vítima de acidente aéreo. Caracterizou-se por sua experiência na administração universitária, seu equilíbrio e objetividade.

Em colaboração com o arquiteto Arnaldo Gladosh e engenheiros da Prefeitura Municipal, a Reitoria realizou estudos para a localização da Cidade Universitária em uma área de aproximadamente 400 hectares entre as avenidas Bento Gonçalves e Protásio Alves, distante 5km do centro da cidade. A idéia não era a ocupação imediata, mas sim a necessidade de prevenir o futuro, segundo a justificativa do reitor Ary, garantir o espaço, a fim de que naquela área não se permitisse nenhum empreendimento público ou particular que pudesse impossibilitar a implantação da Cidade Universitária e a expansão da área física da Universidade com a construção de novos prédios.

O reitor empenhou-se em reduzir taxas e emolumentos escolares: Apologista da gratuidade do ensino, pregava a necessidade da rigorosa seleção dos candidatos a futuros técnicos. “Ninguém na escola superior deve pagar; mas não se deve deixar freqüentar quem, mesmo tendo recursos, não souber ou não quiser aproveitar os sacrifícios feitos pelo Estado”.

1942

Era reitor o professor Edgar Luis Schneider quando, em junho de 1942, foi instalada a Faculdade de Filosofia. Inicialmente com os cursos de Matemática, Física, Química e História Natural, e no ano seguinte com os cursos de Filosofia, Geografia e História, Letras Clássicas Neolatinas, Letras Anglo-Germânicas, Pedagogia e Didática.

Com a instalação da nova unidade, a Universidade de Porto Alegre passa a constituir um conjunto orgânico que correspondia a uma perspectiva integradora.

1943/1945

É lançada a pedra fundamental do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, cujas obras tiveram início apenas no ano de 1947.

Entre 1943 e 1945, período em que foram reitores os professores Antonio Saint Pastous de Freitas e Egydyo Hervé, a Universidade passou por um período importante de afirmação e expansão do Sistema Universitário Estadual.

Os principais itens do Programa de Ação da Universidade seguido pelos dois reitores foram:

  • 1. Autonomia universitária;
  • 2. Elaboração do Plano Geral da Cidade Universitária com determinação para aquisição do terreno para sua futura sede;
  • 3. Ampliação das instalações da Universidade;
  • 4. Desenvolvimento da capacidade e eficiência do Instituto de Química Industrial e da Escola de Agronomia e Veterinária;
  • 5. Centralização administrativa;
  • 6. Centralização em institutos universitários do ensino das disciplinas fundamentais;
  • 7. Reajuste funcional e econômico dos professores das Escolas Superiores, em regime de tempo integral para o ensino das matérias básicas, obrigados a trabalhos de pesquisa científica e técnica.

Em 1944, com o Decreto-Lei 736, do Governo do Estado, a Universidade passa a gozar de ampla autonomia administrativa e didática, com a aplicação integral dos seus Estatutos, na movimentação das verbas e dos saldos orçamentários pela própria Universidade. Ficam sobre a responsabilidade do Reitor todos os atos administrativos, na área do ensino superior, que antes competiam ao Secretário da Educação.

1945

O reitor Armando Câmara assume em dezembro de 1945 em meio à crise causada pelo Governo Estadual ao reincorporar o Instituto de Artes à Universidade por Decreto, sem audiência e pronunciamento prévio do Conselho Universitário como determina o Estatuto da Universidade.

1946

Solução oficial do caso do Instituto de Artes com sua desanexação da Universidade, mantida a condição de estabelecimento oficial do Estado.

Ampliação da autonomia universitária: eleição do Reitor e dos Diretores de Unidades, mediante lista tríplice, com mandato de três anos. O Reitor sendo nomeado pelo Chefe do Governo e os Diretores, pelo Reitor.

Por ocasião da nomeação da Comissão Especial para exame do processo de reincorporação do Instituto de Belas Artes, o reitor Armando Câmara ponderou: “A desanexação foi medida terapêutica tendo em vista incorreção do ato de incorporação, muito embora se reconhecesse a pureza moral do mesmo. Hoje, parece, pode considerar-se o problema, atendendo-se, no processamento respectivo, as exigências legais.”

1947

A Universidade de Porto Alegre passa a se chamar Universidade do Rio Grande do Sul, a fim de poderem nela ser integrados institutos do interior do Estado.

1948

Reincorporação do Instituto de Belas Artes à Universidade do Rio Grande do Sul, que manteve a unidade didática e administrativa de seus cursos, mas apenas os de nível superior foram considerados universitários.

1949

A administração do reitor Alexandre Martins da Rosa, no período de 1949 a 1952, contou com muitas polêmicas, divergências e críticas, principalmente no final de seu mandato. Mas teve, também, reconhecimento à sua vigorosa e consagradora atuação na criação do Sistema Federal do Ensino Superior no País.

É de iniciativa do reitor Alexandre da Rosa, o encaminhamento de documento ao presidente da República, Eurico Gaspar Dutra, no qual informa sobre a necessidade de federalização da Universidade.

1950

Através de parecer do Conselho Universitário, a reitoria apresentou substitutivo ao projeto de lei do Executivo, em tramitação no Legislativo, o qual foi aprovado e convertido na Lei 975, de 16 de janeiro, que trata da equiparação salarial de professores, assistentes e demais servidores aos padrões federais.

Comunicou o reitor Alexandre Rosa, em sessão do Conselho Universitário, de 1º de setembro de 1950, a aprovação pelo Senado da integração da Universidade do Rio Grande do Sul, com todos os seus cursos, faculdades e escolas no Sistema Federal do Ensino Superior.

1951

Obtenção de crédito especial do Governo Federal para a reconstrução do prédio do Colégio Júlio de Castilhos, destruído por incêndio.

1952

Desencadeou-se, no início de maio de 1952, um movimento estudantil que, no seu desenvolvimento, atingiu grande repercussão social, com uma greve que se prolongou durante quase três meses.

Por iniciativa da União Estadual dos Estudantes, foram convocados todos os universitários para uma passeata de protesto contra a permanência do Reitor. Inscrições foram feitas na calçada do prédio da Universidade, exigindo demissão do reitor. Cartazes no mesmo sentido foram carregados pelos manifestantes, que em número estimado em 300 alunos, estiveram no Palácio do Governo, na Assembléia Legislativa e realizaram um comício irradiado por uma das estações locais à frente do “Diário de Notícias”.

Ao fim do segundo período administrativo de 1952, o reitor Alexandre Martins da Rosa encaminhou ao presidente Getúlio Vargas uma lista tríplice para a escolha do novo reitor. Nela figurava o nome do médico ilustre, neurocirurgião de fama internacional e catedrático da Faculdade de Medicina de Porto Alegre Elyseu Paglioli, que já prestara grandes serviços ao Estado, na condição de prefeito da capital gaúcha.

1954

Inicia a construção do prédio da Reitoria da Universidade, concluído em 1957, que passou a abrigar a administração, bem como centralizou as atividades sociais acadêmicas, como formaturas, bailes e grandes apresentações culturais.

1957

A atividade de pesquisa é definida e enquadrada nos objetivos de formação e nos quadros de trabalho docente da Universidade: “Os trabalhos de pesquisa devem ser conduzidos, sempre que possível, vinculadamente às cátedras”, e que a atividade de investigação científica, no estágio em que se encontrava a Universidade, seria, essencialmente, uma atividade subsidiária do ensino, tendo por objeto, antes de tudo, a formação de futuros pesquisadores e cientistas e o enriquecimento das atividades docentes pela objetivação de técnicas e métodos de pesquisa.

1958

A partir das idéias constantes no Plano Gladosh, de 1939, começa a ser projetada a Cidade Universitária. Foi elaborado um “Plano Piloto da Cidade Universitária de Porto Alegre”, para o Vale da Agronomia acrescido de alguns patamares, em níveis mais elevados, porém próximo, totalizando uma área de 158 ha.

Construída a Colônia de Férias em Tramandaí, em terreno doado pela Prefeitura de Osório. O local é destinado a estudantes, funcionários e professores.

1959

Em 28 de novembro, uma solenidade marca as comemorações do Primeiro Jubileu da Universidade.

1960

Em reunião do Conselho Universitário, Elyseu Paglioli, apresenta um programa no qual define as linhas mestras da política de obras em andamento e as medidas atinentes à localização e ao planejamento da Cidade Universitária.

1963

Gráficos apontam que o aumento do patrimônio imobiliário da UFRGS, em 11 anos, teve um aumento de 550%.

Diante das transformações social e demográfica no Brasil, discute-se a necessidade de uma Reforma Universitária, pois percebe-se que a instituição não pode estar isolada e que sua principal função é educar para uma participação ativa da sociedade democrática em rápida transformação, sob o impacto da ciência e da tecnologia.

1965

Uma comissão, formada pelo reitor José Carlos Fonseca Milano, foi encarregada de elaborar um planejamento global para a Universidade. A Decisão 52/65, de 30/6/1965, fixava, definitivamente, o Vale da Agronomia como sede do novo Campus da UFRGS.

1968

A Lei 5.540, de 1968, fixou as normas de organização e funcionamento do ensino superior nas universidades brasileiras. O princípio básico que regia era a formação de institutos centrais e a departamentalização.

1970

A partir da chamada Reforma Universitária, foi dada à Universidade Federal do Rio Grande do Sul a sua estrutura atual, de organização em institutos e faculdades. Os departamentos passaram a ser unidades fundamentais, reunidos em institutos e faculdades. Neste ano, durante a gestão do reitor Eduardo Faraco, também passaram a existir novos órgãos superiores, como o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão. Todo o conjunto de bibliotecas foi reorganizado, através da criação de um sistema integrado.

1974

O Instituto de Biociências passa a ocupar o antigo e histórico prédio da Faculdade de Medicina, que por sua vez transferiu-se no mesmo ano para o Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

1975

O reitor Ivo Wolff assina em 27 de agosto de 1975 convênio para a construção do novo campus, com recursos liberados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento à Educação e pelo Programa de Instalação e Melhoramento das Instalações do Ensino Superior.

1976

Neste ano foram instituídas as pró-reitorias.

1977

Durante a gestão de Homero Só Jobim é inaugurado, oficialmente, o Campus do Vale da UFRGS. No início do semestre letivo, o curso de Letras foi o primeiro a ser transferido para o local.

1978

Concerto comemorativo ao 70º aniversário do Instituto de Artes é realizado no Auditorium Tasso Corrêa. O espaço tem 324 lugares e figura entre as melhores salas musicais do estado em termos de acústica.

1980

O Brasil vive um período de greves e reivindicações salariais. Cerca de 35 mil professores universitários paralisam suas atividades. É nesse clima que assume Earle Diniz Macarthy Moreira para comandar a UFRGS até meados de 1984.

1984

É criado o Museu Universitário e a Associação dos Ex-alunos da UFRGS.

1986

Do final de julho ao início de agosto, o Campus Central da UFRGS transformou-se num Centro Cultural, com o desenvolvimento de uma intensa e variada programação nesta área. Na realidade, este era apenas o primeiro passo para dar seguimento a uma ideia do reitor Francisco Ferraz: a implantação do Centro Cultural nos prédios históricos da instituição.

1988

Assume o reitor Gerhard Jacob, que deixa o cargo em 1990, quando é convidado para exercer a presidência do CNPq, em Brasília. A UFRGS passa a ser administrada pelo seu vice, Tuiskon Dick.

1989

É realizada a primeira edição do Salão de Iniciação Científica. Tem características de evento científico, com apresentação de trabalhos por estudantes de graduação.

É implantado o primeiro servidor de correio eletrônico na UFRGS, tornando-a uma das pioneiras no ingresso à internet.

1990

Assume o professor Tuiskon Dick para um mandato de dois anos em substituição ao reitor Gerhard Jacob, que foi nomeado para presidir o CNPq, em Brasília.

Neste ano, os prédios do Departamento de Genética e do Centro de Ecologia foram concluídos.

1992

O cientista político Hélgio Trindade assume a administração da UFRGS para o quadriênio 1992-1996, com a principal proposta de reconstruir uma “universidade por inteiro”, que integrasse os diferentes segmentos da comunidade universitária, valorizando a instituição em todas as suas dimensões, para restabelecer sua missão acadêmica e social como universidade pública e gratuita.

1992

Criado o CESUP, primeiro centro de processamento de alto desempenho a ter acesso aberto a todo o país, via rede de computadores, a partir da instalação do supercomputador vetorial Cray Y-MP, pioneiro do gênero na América do Sul.

1994

Após aprovação do Consun, no mês de maio, é criada a Fundação de Apoio da UFRGS (FAURGS).

1995

O Conselho Universitário aprova a criação do Instituto de Ciências Básicas da Saúde.

1996

Comemoração dos 100 anos da Faculdade de Farmácia e Escola de Engenharia.

1997

Visando dar maior visibilidade às ações desenvolvidas na instituição e com uma linha editorial autônoma, é criado o Jornal da Universidade, com periodicidade mensal e uma tiragem de 15 mil exemplares.

1998

O escritor português José Saramago profere Aula Magna para o Salão de Atos lotado.

Comemoração dos 100 anos da Faculdade de Medicina.

2000

A Secretaria do Patrimônio Histórico foi criada em setembro de 2000, tendo como atribuições planejar e executar a recuperação, revitalização e restauração do conjunto arquitetônico formado pelos doze prédios históricos que fazem parte do Projeto de Recuperação dos Prédios Históricos da UFRGS.

É instituída a Secretaria de Educação a Distância, visando ao desenvolvimento e incremento na utilização de novas tecnológicas nessa modalidade de ensino.

Foi implantada a Biblioteca Virtual da UFRGS com o objetivo de ampliar e atualizar as fontes de informação científica do Sistema de Bibliotecas.

Comemoração dos 100 anos da Faculdade de Direito.

2001

O Programa Unicultura comemora 20 anos, consagrando suas ações na área da difusão cultural.

2002

Em agosto de 2002 a reitora Wrana Panizzi entrega à comunidade gaúcha três prédios históricos restaurados através Projeto de Recuperação dos Prédios Históricos da UFRGS: o Observatório Astronômico, a Rádio da Universidade e o Curtumes e Tanantes, que passou a abrigar o Museu Universitário.

2004

É inaugurada, no Campus do Vale, a Casa do desenvolvimento Tecnológico – CEDETEC, com o objetivo de oferecer espaços adequados para projetos de pesquisa cooperativa com empresas.

Mais dois prédio históricos têm suas obras de restauração concluídas: a Faculdade de Direito e o Château, que passou a ser a sede da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e a Vitrine Tecnológica.

2005

O espaço da cúpula central do prédio do Instituto Parobé foi totalmente remodelado pela Secretaria do Patrimônio Histórico, sendo transformado em um auditório com capacidade para 124 pessoas.

É inaugurado no dia 26 de setembro, o estúdio de televisão da UFRGS. O setor funcionaria no prédio da Rádio da Universidade dedicando-se à produção de programas para a UNITV, canal 15 da NET, e à criação de vídeos institucionais para as diversas unidades universitárias.

A UFRGS foi a única universidade gaúcha a ter projeto aprovado no programa do CNPq de Redes de Nanociência e Nanotecnologia, que prevê a implantação de até dez redes em todas as áreas do conhecimento. “Nanocosméticos: do conceito às aplicações tecnológicas” foi elaborado em parceria com pesquisadores da Faculdade de Farmácia, do Instituto de Química, do Instituto de Ciências Básicas da Saúde e do Programa de Pós-graduação em engenharia Química.

2006

O Hospital de Clínicas Veterinárias completa 50 anos. Órgão auxiliar da Faculdade de Veterinária, serve de apoio às aulas práticas, oferece estágios curriculares e extracurriculares a estudantes de graduação e técnicos científicos e participa de atividades de pesquisa em nível de graduação e pós-graduação, além de prestar serviços médicos-veterinários à comunidade em geral.

A Editora da UFRGS comemora 35 anos e passa a funcionar em espaço próprio. No novo prédio, localizado na Rua Ramiro Barcelos, 2500, no Campus da Saúde, funcionará a parte administrativo-financeira e o setor editorial.

Convênio entre a UFRGS e a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul assinaram convênio para a criação do curso de graduação em Ciências Biológicas, com ênfases em “Biologia marinha e costeira” e “Gestão ambiental, marinha e costeira”, a ser realizado em parceria entre as duas instituições nos municípios de Imbé e Cidreira.

O reitor José Carlos Hennemann presidiu cerimônias que marcaram a inauguração de novos espaços da Universidade, entre eles, um prédio no Campus do Vale com 24 salas de aula; na Escola de Engenharia, o Laboratório de Metalurgia Física (Lamef) passou a contar com um local para avaliação de implantes ortopédicos; quatro novas salas foram entregues no Instituto de Geociências; a Secretaria de Assuntos Estudantis (SAE) ganhou uma nova sede e o Departamento de Engenharia da Produção e Transportes e o Programa de Pós-graduação e Engenharia de Produção passaram a funcionar em novas instalações.

2007

O vestibular da UFRGS passa por reformulações. A principal delas é a redução em um dia no período de provas. Outra importante modificação é a “interiorização” do concurso. As provas passaram a ser aplicadas simultaneamente nas cidades de Porto Alegre, Alegrete, Bento Gonçalves e Carazinho.

Através da Decisão nº 134/2007, o Conselho Universitário aprovou, em 29 de junho, o Programa de Ações Afirmativas da UFRGS. O programa prevê a reserva de 30% vagas em todos os cursos de graduação e nos cursos técnicos para alunos autodeclarados negros e egressos de escolas públicas e a criação de vagas para indígenas.

2008

No dia 22 de abril, o Instituto de Artes comemorou 100 de existência, com uma série de atividades. Na Sala II do Salão de Atos ocorreu a aula inaugural do primeiro curso de graduação em Música na modalidade de Ensino a Distância a entrar em funcionamento no Brasil.

Maio assinala o início da campanha para eleger o 21º reitor da UFRGS. Quatro candidatos disputam a vaga: Abílio Afonso Baeta Neves, Carlos Alexandre Netto, Carlos Schmidt e Wrana Panizzi.

Ao final de mais de seis horas de discussões, O Conselho Universitário elegeu, em 4 de julho, o professor Carlos Alexandre Netto como o primeiro da lista tríplice a ser encaminhada ao Ministério da Educação.